O Mito do Vampiro: uma reflexão


Desde pequena que tive um interesse em lendas, na história das civilizações antigas, e em crenças de qualquer sociedade, algumas que continuam bem presentes na vida do ser humano. Quando, inicialmente, surgiu este fascínio, a necessidade para aprender mais sobre a temática e para ler mais livros de ficção que a contivessem, cresceu. Com cada nova aprendizagem e investigação, iam fazendo reflexões, questionando-me sobre todas as possibilidades. O que apenas alimentava mais o meu interesse e curiosidade, procurando respostas e mais teorias.


No seguimento desta reflexão surgiu-me, certo dia, uma ideia para um mundo e sociedade, assim como para a origem de uma entidade e a sua criação quanto seres naquele mundo fictício. Um romance paranormal envolvendo vampiros.

Bram Stoker. Anne Rice. Stephenie Meyer. Richelle Mead. Charlaine Harris. P.C. Cast & Kristin Cast. J.R. Ward. Laurell K. Hamilton. L.J. Smith. Lara Adrian. Nalini Singh. Kresley Cole. Lynsay Sands. Kerrely Sparks. Sherrily Kenyon. Molly Harper. Christine Feehan. Suzanne Wright. D.B. Reynolds. Bella Forrest. Rachel Caine. Melissa de la Cruz. Chloe Neill. Gail Carriger. Claudia Gray. Ellen Schreiber. Katie MacAlister. Alexandra Ivy. Darren Shan. Clay Griffith. Jay Raven. Rafael Loureiro.

Todos estes autores que mencionei, e muitos outros que não fiz referência, escreveram ou escrevem histórias que envolvem vampiros. Uns mais conhecidos que outros, mas todos igualmente dignos de menção.


Em qualquer livro existe uma história de origem, a criação do vampiro. Algumas, claramente, baseados nas diversas lendas existentes. Outras que exploram variadas possibilidades a nível científico e/ou natural. Existem, portanto, diversos elementos comuns e distintos em cada mundo ficcional e em cada livro. Estes aspetos demonstram a criatividade e imaginação dos autores ao idealizarem a sociedade vampírica para a sua história.


Apesar de muitos dos autores mencionados anteriormente terem sido uma fonte na minha reflexão sobre a origem dos vampiros, tal não era suficiente. Precisava de encontrar informação que me ajudasse a compreender a verdade por detrás do mito do vampiro e o seu início no nosso mundo.


Após investigar cheguei a uma conclusão:

É impossível provar de onde o mito do vampiro originou. Uma conclusão que muitos outros investigadores e autores tiveram, muito antes da minha própria realização.


Esta dificuldade deve-se ao facto de existir uma enorme variedade de mitos, todas elas com dissemelhanças. Em algumas versões, os vampiros são humanos, tal como referido em lendas do ‘morto-vivo’, e do relato do cadáver humano que “volta” da sepultura para prejudicar os vivos, alimentando-se deles durante a noite. No entanto, existe ainda versões menos popularizadas, caracterizando o vampiro como um espírito, um demónio ou até mesmo uma deidade.


As diferenças não param aqui. Com cada informação que fui recolhendo sobre os mitos do vampiro, fui notando que as características dos vampiros também se distinguiam consoante o mito. Não era apenas a essência do vampiro que parecia ser diferente, era também a sua subsistência.


Quando se fala de vampiros, imediatamente se associa a uma imagem do “bebedor de sangue”. Uma descrição que vai de encontro às características de diversos seres vivos, como sanguessugas, morcegos vampiros e lampreias, que necessitam de uma quantidade de sangue como parte da sua alimentação. Ainda que esse seja o mito mais prominente, inspirando diversas obras de ficção, existe um outro conceito.

Em algumas lendas, refere-se o vampiro que assimila a energia vital de um ser humano. Um vampiro ‘energético’, ‘psíquico’ ou até mesmo ‘emocional’, são alguns nomes comuns usados para designar este tipo de criatura. Este conceito é, até mesmo, mencionado para identificar uma “condição psíquica”.


Há mesmo comunidades na atualidade que se autointitulam de vampiros, independentemente a subsistência que necessitem. Também elas com um conjunto de regras e especificidades na criação de tal sociedade. O que revela o quanto entranhado o conceito se encontra nas nossas vidas.


Todos estes factos sobre os mitos, e a sua diversidade, levam a que, quanto fonte de inspiração, se gerem muitas ideias possíveis. A criatividade de cada autor é única e apesar das semelhanças que, inevitavelmente, existem, as diferenças são claras e tornam a história especial.


Cada individuo tem a sua reflexão sobre os dados que recolhe nas suas jornadas de investigação, e essas reflexões geram teorias, geram ideias para outros possíveis caminhos. Tal como aconteceu comigo, e certamente o que aconteceu com tantos outros leitores e escritores que se aventuraram pela mitologia e lendas de qualquer sociedade ou cultura do mundo.


A reflexão de uma temática liberta a imaginação, inspirando o escritor, e possibilita ao leitor a oportunidade de compreender e debater histórias, sociedades e culturas. E quanto ao mito do vampiro, as informações são vastas e, talvez, interessantes.


Por isso, para os mais curiosos, recomendo qualquer autor mencionado, e proponho que façam a vossa própria pesquisa. Provoquem a vossa mente com questões e teorias. Criem mais obras de ficção, explorem a essência do ser humano e do vampiro.


E lembrem-se: A diversidade na lenda leva a uma diversidade na literatura.


Escrito por: Jéssica Reis

Jéssica Reis nasceu a 11 de outubro de 1994, na cidade de Leiria. A escolha do seu nome avizinhava-se como um presságio para a grande paixão que atualmente a prende e agarra aos livros, pois foi inspirado na Jessica Fletcher. Sendo a terceira geração de amantes de livros no seio da sua família, desde cedo que se deixava transportar para outros mundos enredada nas palavras dos grandes escritores. Não demorou para que as suas próprias ideias ganhassem contornos, ainda que suaves, e pequenas histórias começarem a surgir. Tem atualmente um blog onde partilha com o mundo as suas opiniões dos livros que vai lendo, assim como alguns contos que vai escrevendo.

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