Uma viagem por 'Asas Negras' em 5 factos


Promessas de Sonhos


Quando escutamos o título este leva-nos a pensar em dezenas de possibilidades. Sabendo que é um livro de fantasia, uma coletânea contendo quatro contos, por quatro autoras portuguesas, as possibilidades aumentam.


“Asas Negras”. “Chamas de Ruína”. “Olhos de Água”. “O Modelador”.

Ar. Fogo. Água. Terra.


Quatro contos, quatro elementos, quatro histórias únicas e especiais.


A jornada na criação de “Asas Negras”, o conto que escrevi, foi repleta de ideias e opções. Foi uma honra ter participado neste projeto, e estou muito orgulhosa do trabalho que fizemos. O nosso bebé literário.


Porque o mês de agosto traz fantásticos momentos relacionados com o “Promessas de Sonhos”, decidi partilhar a minha experiência com a construção deste conto, revelando algumas curiosidades.


Eis 5 factos:


1) Por vezes, quando estamos a escrever, levamos as personagens a agir da maneira que acreditamos ser a correta. A primeira versão do “Asas Negras” sofreu muitas alterações por esse motivo. Ações que não correspondiam à essência das personagens. Contudo, por isso é que acredito que o trabalho de edição, de correção e revisão, é igualmente um processo criativo.


2) Ainda que ame todas as personagens, por diferentes motivos, uma das que mais adoro é o Salsicha. Para quem não sabe, o “Asas Negras” é um conto que envolve Harpies e Piratas. O Salsicha é um desses piratas. Um personagem que surgiu de forma imprevista, não o planeei, aliás, nunca pensei muito naquilo que ele falava e fazia. Por isso mesmo é que é um dos meus favoritos. Pela fluidez com que as cenas em que ele se encontra foram escritas.


3) Durante o primeiro processo de escrita, uma das músicas que ouvia em repeat era “Don’t Give Up On Me” de Andy Grammer. Não necessariamente pela letra, mas porque a melodia e voz do cantor me deixavam embalada.


4) Inicialmente escrevi cenas, ideias, diálogos e mesmo capítulos inteiros, num caderno. Foi uma experiência fantástica que estou agora a repetir. Como a Tânia diz “No papel não há bloqueios de escrita.” Dava por mim a descrever imagens que bailavam nos meus pensamentos, sonhos e sensações. Espero ter sido capaz de passar para o conto todo o que senti e vi quando escrevia.


5) “Asas Negras” sempre foi o título que planeei dar à história. Foi das primeiras ideias que tive. Esta e o final. Sim, sempre soube qual seria o final, apenas precisava de escrever a jornada até lá chegar.


Existem muitas outras, pequenas e grandes, curiosidades que poderia contar. Estas são algumas que achei interessante de partilhar agora.


A aventura que o “Promessas de Sonhos” me levou foi especial. Uma aventura que nunca pensei que viesse a acontecer. Cada uma de nós autoras, certamente, tem uma visão daquilo que aprendeu, dos desafios que enfrentou, dos momentos hilariantes que teve. É verdade que temos experiências em comum, porque partilhamos a viagem juntas.

Algo que aprendi foi a não desistir. A deixar-me levar pelas palavras e pela história. A divertir-me e a abrir as portas para outros, para que eles pudessem ler e ajudar-me a crescer. E vice-versa. Porque numa parceria devemos dar e receber, devemos falar abertamente tal como devemos de escutar atentamente. Por isso, sinto muito orgulho nesta viagem e espero que vocês – os leitores – se divirtam tanto com cada um dos contos, como nós quando os escrevemos e lemos.


“Os sonhos carregam sempre mensagens, Kore. – Dissera Isy enquanto as meninas observavam o céu estrelado. – Tal como as constelações nos guiam o caminho, também os sonhos têm esse poder. Basta abrires a mente.”

in “Asas Negras”


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Escrito por: Jéssica Reis

Jéssica Reis nasceu a 11 de outubro de 1994, na cidade de Leiria. A escolha do seu nome avizinhava-se como um presságio para a grande paixão que atualmente a prende e agarra aos livros, pois foi inspirado na Jessica Fletcher. Sendo a terceira geração de amantes de livros no seio da sua família, desde cedo que se deixava transportar para outros mundos enredada nas palavras dos grandes escritores. Não demorou para que as suas próprias ideias ganhassem contornos, ainda que suaves, e pequenas histórias começarem a surgir. Tem atualmente um blog onde partilha com o mundo as suas opiniões dos livros que vai lendo, assim como alguns contos que vai escrevendo.

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